Arquivo da categoria 'Uncategorized'



03
Jul
09

Este videoclip é genial

Mundo Cão – Ordena que te ame

01
Jul
09

"A verdade doa a quem doer"

chegou às bancas o Semanário Privado.

LOGODEFblog

Projecto de jornalistas, com o ex-director do «Crime», José Leite, à cabeça, o «Privado» define-se, sem vergonha e falsos moralismos, pelo escândalo. Contra a corrente de despedimentos sucessivos de jornalistas (marcados pelos casos ainda recentes d’ O Primeiro de Janeiro e dos jornais da Controlinveste, entre outros), o Semanário Privado arrisca, lançando-se ao mercado, como se lê no editorial de José Leite, “totalmente independente dos poderes económicos e políticos”, desobrigando os seus jornalistas de limitar o seu trabalho em função destes.

Neste primeiro número destacam-se o magnata Américo Amorim e o passado que “ensombra o homem mais rico de Portugal”, mais “revelações bombásticas sobre o caso Maddie” ou ainda Manuela Ferreira Leite e o Club Bilderberg. Mas também há desporto, sociedade e cultura. Com escândalo, claro.

Nem sempre é fácil associar o “escândalo” a um trabalho sério e isento. Conheci ontem, na apresentação pública do semanário, alguns dos mentores do projecto – José Leite e António Pinho, para além do polémico Marinho Neves, com quem já comecei a trabalhar há uma semana – e convenci-me de que, neste caso, escândalo, seriedade e verdade andarão de mãos dadas. Assim espero. A ver vamos!

EDITADO 20-12-09

Pelos vistos também se lançou para o mercado isento de quaisquer obrigações para com os seus colaboradores.

Gente séria e de palavra, precisa-se!

29
Jun
09

Mercador de ilusões

Nesse mercado vendes sonhos, crias necessidades inexistentes. Empenhas futuros a médio prazo. Neste mercado nada produzes. Degolas e deixas exangue, sem misericórdia, o primeiro cordeiro de libação que entrar pela porta. És sanguinário tu, mercador de sonhos; os outros vão desistindo, um a um.

Nesse mercado foges da objectividade, ofuscas os números. Fazes amizades forçadas em troca de envergonhadas asserções. Muitos voltam, arrependidos. Mas tu, mercador, mentes. Mentes, convences e vais-lhes sugando o pouco sangue que lhes resta, gosta a gota.

Quanto mais carente o cordeiro, melhor. Mais fácil se torna o comércio das fantasias. És vampiro, tu, mercador de sonhos. Exploras o infortúnio, a miséria alheia, tu! Perdeste a alma em algum lugar do qual já não te recordas. O teu sorriso forçado é tão óbvio que só uma presa cega não o vê. Por momentos, convences-te de que há virtude no que fazes. Não há. Apodreceste já por dentro, tu!

24
Jun
09

Natureza Morta

natureza morta

23
Mai
09

“sometimes the Green Mile seems so long”

Revi, hoje, o filme Green Mile de Frank Darabont de 1999 e inspirado na obra homónima de Stephen King. Nele há bondade, muita maldade, dor e redenção.

Para quem nunca viu, toca a correr para o clube de vídeo mais próximo!

21
Mai
09

santo canibalismo

“Se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vóz mesmos. Quem come a minha carne, e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeiramente comida, e o meu sangue é verdadeiramente bebido. Quem come a minha carne, e bebe o meu sangue, permmanece em mim e eu nele”.

Jesus Cristo segundo Evangelho de São João 6: 53-56

Quem disse que a Bíblia é só paz, calma e amor? Também há muito sangue e referências “canibalísticas” quase pictóricas!

20
Mai
09

Melhor frase do mês (até à data)

“O Futebol Clube do Porto

Por muitos campeonatos que ganhe, será sempre um pequeno clube da província”.

Via Canto do Jô

18
Mai
09

Paralelismos

Vejo-te num banco de jardim, a meias com o vento frio desta primavera invulgar. De bloco na mão, puxas pelas memórias antigas e imaginas um passado ficcionado – morfina para o presente de que, aqui e ali, te escondes. Pintas um passado vívido em contraste com o presente melancólico, ou usas as cores presentes que despejaste no chão e preenches de cor o passado outrora cinzento, não sei.  

Finges um olhar seguro e com determinação avanças, enquanto tentas equilibrar os passos que cedem ao medo. Olhas novamente à tua volta e não sabes que caminho tomar. Cedes, mais uma vez, e perdes-te olhando para trás.

Pára, respira fundo – enche o peito, procura a força latente que insistes em ignorar! Agarra a tua realidade não imaginada, aquela que é tua, agora! Esses caminhos não são todos certos – não são todos errados. Mas não vais avançar se a cada passo procurares equacionar todas as variáveis que não controlas, se insistires em, a cada vereda que se abre, olhar para trás…

15
Mai
09

conjugação verbal para o fim de semana

Eu Queima
Tu Queima
Ele Queima
Nós Queima
Vós Queima
Eles Queima

12
Mai
09

suspiros efémeros

Bastava um sopro um pouco mais forte e aquele corredor gemia perturbado, qual fantasma preso nas suas paredes. Pela janela, na ausência de nevoeiro, a chaminé de uma fábrica colossal cuspia compassadamente doses monstruosas de fumo branco, completando o cenário daqueles dias cinzentos. O sol prometia chegar no dia seguinte, sempre no dia seguinte. Mentia.

Toda a estrutura daquele velho edifício de 10 andares, que parecia despejado por mero acaso no meio da imensa zona industrial, parecia gritar em sofrimento, como se lâminas acompanhassem o vento contra a sua carne de betão. Era-lhes impossível dormir. A Razão, uma velha meio chata meio meiga, lá sussurrava: “dorme, não é nada. É o vento, só o vento”.

Sabia que sim. Sabiam. Ainda assim, perante aquele gemer do vento, do aço, do betão, preferiam a companhia um do outro. O grito não vinha mais do corredor mas de dentro. Estavam longe, muito longe. E sós. Longe de tudo o que era seu.

O clamor ia cedendo com o calor dos dois corpos, até dar lugar ao imperceptível suspiro. Ali, construíam uma realidade diferente da que esperava lá fora, e esse refúgio assim permaneceu até ao regresso do sol, à ausência do clamor dos fantasmas. O sol regressou, os gritos cessaram e separaram-se então. E isso não foi alegre, não foi triste, não foi difícil. Simplesmente, foi.

07
Mai
09

A Taberna do Zac

Na taberna/restaurante do meu primo Zacarias não se aprende nada. Não há tertúlias, não há filosofia, não há discussões sobre política nem economia. Não há intelectuais nem tão pouco aquelas aves pouco raras dos pseudo-intelectuais. Não há “boa” música. Só mesmo muitos palavrões, alguns fados mais ou menos mal cantados, cerveja, vinho e especialidades da casa com nomes que ainda não fixei.

Gosto muito da taberna do meu primo Zacarias!

01
Mai
09

Memórias agridoces

Setembro de 2006. O início da viagem. As experiências agridoces, os hábitos estranhos, a paleta de idiomas. A cidade, estranhamente feia; as regras, absurdas. Ainda assim, a expectativa imensa.

Volvidos quase dois anos desde a partida final, ainda lá volto frequentemente quando fecho os olhos. Saudade, talvez… uma saudade de tudo o que ali vivi e do que ficou por viver. Das palavras por dizer, das relações pela metade, descontinuadas pelas distâncias que o tempo se encarregou de alargar. Mentalmente reconstruo cada rua, cada praça que fez parte da minha vida durante aquele ano. Reconstruo cada um de vós, que a memória atraiçoa e vai apagando pouco a pouco. Dói quando coisas que se tornaram tão queridas, parte de nós durante um período tão breve e tão longo, passam pela força da vida para o baú das recordações. O desejo de voltar é compensado pela convicção da desilusão. As ruas terão a mesma cor, a paisagem não terá mudado, mas mudei eu, mudou a minha percepção. E mudaram todos aqueles que já não encontrarei, certamente. Permaneceram vestígios reais, pedaços que se foram fortalecendo e que mantiveram o seu curso, linhas que se foram encontrando e alimentando o desejo dos reencontros.

liege

 

Relembro aquela primeira noite. A ansiedade, o desgosto das expectativas aparentemente não correspondidas. Sobretudo, a cumplicidade nascida logo ali das dificuldades e das vontades comuns. Deslocados, desconhecidos, diferentes. Éramos tudo isso, e iguais na vontade da partilha do passado e do futuro que levávamos no bolso. À mesa da esplanada, numa noite estranhamente quente, até a fealdade daquela rua, que tantas vezes notámos depois, se escondia de nós. Tudo era novo e queríamos apreender tudo na alma, bebíamos o luar como um presente único.

Não houve, talvez, um único dia fácil. Os desafios iam surgindo, pedindo para ser conquistados. E a recompensa espreitava ao virar de cada esquina. As despedidas, jamais fáceis, tornaram-se parte do quotidiano daqueles que viviam uma vida emprestada por lotes de tempo pré-determinados. Esse tempo já passou, resta o sonho que, por vezes, me transporta e me faz recuar. O sonho que, como já dizia Gedeão, “comanda a vida”…

26
Abr
09

25 de Abril

Foto roubada daqui

35 anos de Cacicocracia

16
Abr
09

Hoje fiz um esforço titânico para não cair na gargalhada

Duas garotas, no café:

– Quem criou Adão e Eva foi Deus.

– Não não, quem criou Adão e Eva foi Zeus. Isso está na “mitologia”, eu estudei isso!

?????????????????????

13
Abr
09

Carregue cada um a sua Cruz…

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