chegou às bancas o Semanário Privado.

Projecto de jornalistas, com o ex-director do «Crime», José Leite, à cabeça, o «Privado» define-se, sem vergonha e falsos moralismos, pelo escândalo. Contra a corrente de despedimentos sucessivos de jornalistas (marcados pelos casos ainda recentes d’ O Primeiro de Janeiro e dos jornais da Controlinveste, entre outros), o Semanário Privado arrisca, lançando-se ao mercado, como se lê no editorial de José Leite, “totalmente independente dos poderes económicos e políticos”, desobrigando os seus jornalistas de limitar o seu trabalho em função destes.
Neste primeiro número destacam-se o magnata Américo Amorim e o passado que “ensombra o homem mais rico de Portugal”, mais “revelações bombásticas sobre o caso Maddie” ou ainda Manuela Ferreira Leite e o Club Bilderberg. Mas também há desporto, sociedade e cultura. Com escândalo, claro.
Nem sempre é fácil associar o “escândalo” a um trabalho sério e isento. Conheci ontem, na apresentação pública do semanário, alguns dos mentores do projecto – José Leite e António Pinho, para além do polémico Marinho Neves, com quem já comecei a trabalhar há uma semana – e convenci-me de que, neste caso, escândalo, seriedade e verdade andarão de mãos dadas. Assim espero. A ver vamos!
EDITADO 20-12-09
Pelos vistos também se lançou para o mercado isento de quaisquer obrigações para com os seus colaboradores.
Gente séria e de palavra, precisa-se!










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