
Não guardo muitas memórias da primeira infância. Há uma que persiste e que regressa nestas horas em que o cansaço há muito se instalou e o sono tarda. Lembro-me, como de um sonho, de me esconder, talvez já na altura de mim, numas débeis caixas de madeira, vindas não sei de onde e que o meu pai amontoava a um canto da quinta, para depois fazer lenha para a lareira. O vento, a chuva, o frio, tudo ficava do lado de fora. O ritmo da água nas paredes embalava-me e ali, apesar da fragilidade aparente, sentia-me aconchegado, tranquilo. No mais inseguro dos locais, só, conquistei o meu tesouro de solidão. Não Te conhecia ainda, mas já estavas comigo.










Belo post.
Ele sempre estará contigo.
Connosco.
Um abraço.
Bolas, em vez de me zangar, que procurava-te preocupada, emocionas-me pequerrucho!
Pois é, Ele está desde sempre…
Um grande beijinho.
Que lindo… =)
Reminds me of when I couldn’t fall asleep while my mum was sleeping profundamente, back in Macau, when I was small… do lado de fora, trovoadas e relâmpagos me assustavam… tapava eu os ouvidos com os polegares, e os olhos com os restantes dedos, fazia tipo uns óculos com as mãos… não O sentia ainda… mas Ele já era mais do que o sentimento… pois ainda que não sintamos a presença dEle… Ele está… eu é que ainda não sabia. (mais tarde alguém me disse que os relâmpagos eram flashes, de Deus a tirar fotografias… e que as trovoadas… não eram trovoadas, era Deus a arrastar os móveis…) LOL! Luuuuuv reading u, really do… acredites ou não…