O relógio tic-tac. A mente, a mente acelera.
As ideias movem-se, brilham, falam, suspiram, avançam a mil.
O cérebro explode e, de repente, o relógio tic… tac… pausa… pára.
O coração comprime. E, novamente tic-tac-tic-tac
As ideias, as vontades, os desejos, tudo inquieto, tudo brutal, egoísta, primitivo.
Tudo sem medo, sem dor. Com ou sem prazer não interessa. Só o tempo tic… tac.
Só o tempo vive. E o tempo decide aquilo que nem ele mesmo sustém,
Que não lhe compete e que não segura.
E o relógio tic-tac-tic-tac não pára. Não quer parar, tem vontade própria.
E essa vontade? Essa vontade sem vontade de tudo aquilo que passou ao lado,
De todo o tempo que não foi, que não foi e poderia ter sido.
Mas não foi. Porque não quis, porque não pôde… mas não foi, simplesmente não foi.
Mas o tempo… esse que não foi é! Ou não! E a mente, a mente contínua, dispara!
Um flash, branco, dói, fere, com a força desse pensamento tic-tac-tic-tac que não pára.
Mas que de repente volta a parar, volta a pausar e lentamente tic… tac… … tic… tac…
A mente abranda, relaxa, sorri um pouco só.
E eu? Olho para o relógio cada vez mais lento. E com ele paro eu, pára o relógio.
Suspiro um pouco, expiro, e morro. Tic… tac.
Comentários Recentes