Finjo um “eu” uno, estável, seguro. Mas eu fragmento-me a cada dia e o “eu” que conheces não passa de uma máscara que une as peças numa realidade aparente. Fujo dos lugares, das pessoas, enquanto procuro o meu lugar e, enquanto fujo, por momentos liberto-me e encontro paz. Sou um ser uno, indivisível, sem máscara. Mas nessas fugas a paz não dura mais do que um momento efémero e volto invariavelmente ao meu lugar de partida. E volto a colocar a máscara que luta contra a força destas faces, destes fragmentos…
16
Mai
08










Como eu te entendo… só espero não ser um grande incómodo à tua beira. Também eu me desfragmento para delícia dos outros. E a solidão por vezes (nao devia ser) é o antídoto. Abraço !!!
True… like me…