Finjo um “eu” uno, estável, seguro. Mas eu fragmento-me a cada dia e o “eu” que conheces não passa de uma máscara que une as peças numa realidade aparente. Fujo dos lugares, das pessoas, enquanto procuro o meu lugar e, enquanto fujo, por momentos liberto-me e encontro paz. Sou um ser uno, indivisível, sem máscara. Mas nessas fugas a paz não dura mais do que um momento efémero e volto invariavelmente ao meu lugar de partida. E volto a colocar a máscara que luta contra a força destas faces, destes fragmentos…
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