Arquivo de Maio, 2008

28
Mai
08

(Só) para quem gosta de Rui Veloso…

Primeiro single dos Per7ume (ex-Ornatos Violeta e Blunder), com a colaboração de Rui Veloso. Uma das melhores melodias dos últimos tempos…

Intervalo

Vida em câmara lenta,
Oito ou oitenta,
Sinto que vou emergir,
Já sei de cor todas as canções de amor,
Para a conquista partir.

Diz que tenho sal,
Não me deixes mal,
Não me deixes…

No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Noticia do jornal
O quadro minimal… Sou eu…

Vida à média rés,
Levanta os pés
Não vás em futebois, apesar…
Do intervalo, que é quando eu falo,
Para não me incomodar.

Diz que tenho sal,
Não me deixes mal,
Não me deixes…

No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Noticia do jornal
O quadro minimal… Sou eu…

Não me deixes já
Historia que não terminou
Não me deixes…

No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Noticia do jornal

O quadro minimal… Sou eu…
No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Noticia do jornal
O quadro minimal… Sou eu…

21
Mai
08

Eu islamofóbico me confesso (e aqui termina a exclusividade dos “devaneios do dia a dia”)!

Em nome do universalismo e do respeito pelas culturas autóctones vamos relativizando a nossa própria cultura e renunciando (ou escondendo com vergonha) as nossas origens e fundamentações éticas. No caso, cristãs. Renunciamos ao dever de acusar e, sempre que possível, combater (não confundam este “combater” com um “fazer a guerra pelas armas”) o desrespeito pelos valores que fazem da nossa sociedade ocidental um mundo de livre-arbítrio e livre expressão de opinião. Sem medo da forca institucional.

Enquanto que, noutros mundos, se extremam posições fanáticas (sublinho fanáticas, não fundamentalistas) de fazer tremer qualquer um com o mínimo sentido da decência moral (e não me f****, não sou hipócrita, estou convicto da “minha” superioridade moral ocidental), no nosso há quem considere que devemos abdicar do nosso modo de vida em função daqueles que vão vendo na nossa Europa um melhor destino do que o seu ponto de partida.

Do “outro” mundo temos inumeráveis exemplos, fiquemo-nos por um: o do jovem jornalista Perwiz Kambakhsh, de 23 anos de idade, condenado à morte por distribuir cópias de um texto que questionava as posições do Islão quanto ao papel da mulher na sociedade (aqui e aqui). Dirão alguns que é uma questão interna e que devemos respeitar a cultura – e a falta de cultura de direitos humanos – desse país. Por “cá”, no Reino Unido (pioneiro em democracia e direitos humanos na Europa), temos o líder espiritual da Igreja Anglicana Rowan Williams, número dois na hierarquia logo a seguir ao monarca regente, a pregar a introdução de elementos da sharia na lei do país (aqui). Tudo para agradar aos seus imigrantes muçulmanos… E assim vai o mundo, e assim vai a Europa…

16
Mai
08

eu fragmentado

Finjo um “eu” uno, estável, seguro. Mas eu fragmento-me a cada dia e o “eu” que conheces não passa de uma máscara que une as peças numa realidade aparente. Fujo dos lugares, das pessoas, enquanto procuro o meu lugar e, enquanto fujo, por momentos liberto-me e encontro paz. Sou um ser uno, indivisível, sem máscara. Mas nessas fugas a paz não dura mais do que um momento efémero e volto invariavelmente ao meu lugar de partida. E volto a colocar a máscara que luta contra a força destas faces, destes fragmentos…

08
Mai
08

Filosofia das emoções

Não me peças para contigo discutir pesadas questões. Prefiro a sabedoria das coisas simples à enciclopédia do saber. Sabe-me melhor a beleza ingénua do natural aos grandes filósofos. Gosto de espelhar as emoções sem grandes considerações metafísicas e de deixar o pensamento vaguear sem rumo. Se me colocas grandes questões imerges-me na angústia de para elas não encontrar respostas. E de que me serve essa angústia, se a felicidade me vem dos pequenos gestos daqueles que amo?

Nem todas as respostas a todas as interrogações da vida me podem transmitir as sensações do calor de um beijo e o toque de uma mão ou da frescura do verde de um parque em dia de sol. Por mais questões que me coloque e por mais respostas que obtenha, serei carregado por seis no fim da carreira. Enquanto me questiono sobre a minha existência não bebo os raios de sol lá fora, não desfruto da presença dos que me são queridos, não escuto os murmúrios da rua. Não, não discuto contigo nem procuro dar-te respostas. Convido-te a sair e viver a vida, ao invés de a deixar fugir entre os dedos enquanto a procuramos entender em vão.

01
Mai
08

vida académica

Hoje cheguei às 5h40 a casa. Foi a hora mais “decente” de toda a Semana Académica (excepto segunda-feira que reservei para recarregar baterias). Apesar de não ir mais às aulas, sinto-me de novo um «estudante»!