Escrevo com o sol da manhã a invadir-me já o quarto, depois de uma noite bem passada com algumas das pessoas com os papéis de maior destaque na minha vida. Escrevo com as forças gastas, mas o ânimo redobrado pelas expectativas dos dias que nos esperam. E escrevo com a simbiose de paz e desassossego pelos desejos não realizáveis. Busco sonhos e metas aos quais me agarrar mas, exausto, a memória atraiçoa-me. Em vão, procuro estruturar as minhas emoções em verbo, no entanto os olhos pesados teimam em fechar e vou rendendo a minha vontade ao meu corpo. Enquanto isso, deixo-me ir aconchegando nos lençóis tendo-vos no pensamento, enquanto te procuro colocar do seu lado, o único aonde pretendes estar. Mas esse é um esforço demasiado pesado para esta manhã e tu não te moves. Deixá-lo-ei para dias melhores, com um «eu» mais forte e mais convicto. Para um amanhã diferente, talvez.
25
Abr
08










Uma noite também com alguns momentos de insanidade, como aqueles em que alguém me chamava “stôra”… A vingança será terrível