Miguel Portas esteve hoje presente na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro para falar de jornalismo e política, tendo a verdade andado aos trambolhões lá pelo meio. O tema foi de facto pertinente, uma vez que há cada vez mais uma maior promiscuidade entre jornalismo e política, e todos, jornalistas e políticos, pretendem expor a sua “verdade”. Como disse MP essa “verdade” será sempre uma aproximação da verdade, em essência. Se os primeiros estão sujeitos à pressão dos deadlines, do limite de caracteres e ainda de outras pressões como a linha editorial do meio para o qual trabalham (ou dão o sangue a troco de quase nada…), ou mesmo da precariedade da sua situação que permite que, “pisando o risco”, sejam descartados no dia seguinte, os segundos seleccionam criteriosamente as “verdades” a passar para os “adeptos” – laranja, rosa, vermelho, novamente vermelho (talvez um pouco mais claro) ou azul – e para os “indecisos” em função da posição tomada em relação a determinado assunto. As verdades em política assumem mesmo por vezes uma dimensão de histérica loucura, quando quem defende uma “verdade” hoje amanhã defende outra, só para contrariar o “concorrente” que falou mais alto. Ou quando gritam todos tão alto que ninguém percebe mais quem é quem ou está a dizer o quê.
De qualquer forma, este post serve para partilhar que, depois de algumas semanas algo apáticas, retomei hoje o ritmo de trabalho no qual estava anteriormente viciado – com deadlines e objectivos concretos definidos. Com dois trabalhos feitos, um para a rádio e outro para o OPJ, vou abandonar por agora a poesia triste e dedicar-me a outras canções.










Comentários Recentes